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Regras de boas maneiras no Twitter

Dei uma pesquisada no google, e não foi difícil encontrar várias recomendações legais, sobre como usar o Twitter de um jeito atrativo e diferencial.

Em qualquer lugar se não houverem regras de boas maneiras, o ambiente acaba virando uma bagunça. Se vê muitas 'Twittadas' com recomendações de gente a seguir, que vão seguir atrás.

A questão é: o que a quantidade de seguidores vai mudar na tua vida, se quando 90% das tuas mensagens são só indicação? Não tenho conhecimento de ninguém que esteja faturando dinheiro, de internautas comuns, através do twitter. E é óbvio o do porquê: não há como faturar com links patrocinados, como em blogs.
Então pra que número? Vai mudar em que?

Quer popularidade é? Então paga um serviço do tipo adSense do Google, que teu nomezinho será visto em vários sites, de acordo com o plano que tu pagar.
Acho legal, sim, seguir e ser seguido. O serviço acaba proporcionando uma maneira de conhecer mais pessoas. Mas assim como é fácil seguir, é fácil deixar de seguir, e por isso, vou deixar duas recomendações: 
  1. Jamais peça para ser indicado. Vejo gente implorando pra ser indicada. Vou indicar pra quê? Negativo, não vou indicar ninguém que não tenha conteúdo relevante. A melhor indicação é o RT, 'tuíte' algo interessante que, com frequência, vão te Retwitar, atraindo novos seguidores.

  2. Evite floodar com mensagens do tipo: FOLLOW @fulano @sicrano @beltrano. Se aparecer alguém pra me seguir, e eu ver nos últimos updates muitas mensanges de indicações, eu não retribuo o favor. Vou seguir pra quê? Encher de arrobas a conversação? Nem pensar. Da mesma forma pro povo que eu sigo, to nem aí se tá me seguindo, unfollow na hora.
Outras regras de etiquetas: 

E mais uma, errar é humano. Mas assassinar a língua portuguesa em cada update é burrice.

Por onde anda o bom jornalismo?

Existem algumas coisas que realmente me tiram do sério, principalmente quando o assunto é a péssima qualidade da informação no noticiário da TV. Trata-se, ao meu ver, da ausência do bom jornalismo. Não é novidade a imprensa se valer de coisas fúteis para prender nossa atenção, sem que nos demos conta de que estamos no meio de uma guerra pela audiência. Uma guerra suja, silenciosa e covarde travada entre os meios de comunicação, com o intuito de adquirir mais investimentos publicitários; que tolhe nossas mentes e fere suscetibilidades sob a égide da liberdade de imprensa.

No tocante à liberdade de imprensa, gostaria de fazer uma observação particular, que julgo muito justa e oportuna: ela é recente e, infelizmente, pouco conhecida no Brasil. É lógico que em um “sistema democrático” – políticos e mídia adoram essas palavras mágicas – todos têm seus direitos assegurados, especialmente o da informação. Porém, em nossa história houve um período de estagnação, no qual a liberdade de pensar e divulgar idéias que confrontassem os que estavam no poder era crime, e punida severamente. Ouso afirmar que a liberdade de imprensa foi a maior vítima daqueles tempos turbulentos.

Mas passado o truculento período da Ditadura Militar, eis que a liberdade de imprensa retornou aos noticiários e, aos poucos, ganhou espaço. Ao meu ver uma coisa maravilhosa, não fosse um detalhe crucial: seria necessário aprender novamente o significado de liberdade antes de empregá-la na imprensa. Não ouso fazer censura, posando de moralista. Isso é coisa típica de quem carece de argumentos racionais para legitimar suas idéias e tenta suprir a ausência de argumentos pela imposição. É algo condenável, como condenável também é o alarde que a grande mídia faz em seus noticiários sobre temas polêmicos, explorando a miséria humana até a exaustão.

Um exemplo disso é o “Caso da menina Isabela”, brutalmente assassinada pelo pai e a madrasta. O fato foi amplamente, digo, exaustivamente divulgado, e nos mórbidos detalhes, muitas vezes empregando-se a linguagem emocional com o intuito de comover, afinal, isso dá mais audiência do que simplesmente informar. O tal “Caso”, transformou-se, para mim, em um espetáculo repleto de drama, e revolta, exaustivamente abordado por plantões até na porta da cadeia, expondo para toda uma perplexa e curiosa nação a face cruel de um pai e uma madrasta que mataram uma menina indefesa. Desde o início os suspeitos estavam sendo expostos à fúria da população, mesmo antes da conclusão dos laudos. A trama dessa triste novela chamada de “O caso Isabela” extrapolou a ficção e transformou-se na versão brasileira do seriado norte-americano “CSI”, com a imprensa a demonstrar como foi feita a perícia, de que forma chegaram às conclusões e etc. O fato é que por mais triste que seja a morte da menina Isabela talvez se saiba muito mais sobre ela e sua família, que das pessoas mais próximas a nós, como o desempenho dos filhos na escola, por exemplo.

Sinceramente, não sei o que pode ser mais assombroso, se a frieza dos criminosos ou a entrevista “exclusiva” com a mãe da vítima num domingo, dia das mães, para o programa “Fantástico”. É Fantasticamente horrendo esse espetáculo sensacionalista.

Para mim, liberdade não está dissociada da responsabilidade. A liberdade começa na observância dos deveres e não apenas dos direitos. Ignorar esse aspecto dentro da “liberdade de imprensa” que todo mundo fala, mas ninguém define, é fomentar práticas antiprofissionais que podem induzir ao erro e total deturpação dos valores vigentes na “sociedade democrática” – eis outro termo em voga, adorado pela mídia e pelos políticos.

Para entender como o abuso da liberdade de imprensa pode destruir as reputações nessa guerra insana entre meios de comunicação, admitamos a hipótese de inocência do pai e da madrasta da menina. Nesse caso, como se sentiriam essas pessoas que tiveram um ente querido arrebatado de seu convívio? Fossem acusados de seu assassinato, encarcerados e com a integridade física ameaçada por uma multidão que, incentivada pela insensatez das matérias sensacionalistas, exigia justiça, pressionando órgãos públicos para que rapidamente apresentassem um culpado? Como estaria a integridade moral dessas pessoas? Que diria a imprensa? Dispensariam o mesmo tempo gasto com as matérias sensacionalistas que os denegriram para inocentá-los, ou dariam a desculpa de que estavam exercendo o dever de informar?

Sinceramente, penso que liberdade e responsabilidade na imprensa devem ser palavras sinônimas. Perdoem-me se pareço pretensioso em minhas observações, mas ao meu ver, esses execráveis espetáculos só podem ser combatidos se junto à liberdade de imprensa pudermos exigir mais respeito aos seres humanos, mesmo os criminosos, e cobrando um posicionamento ético e responsável dos meios de comunicação. Essas são as características que só o bom jornalismo é capaz de realizar.

Agora, pra encerrar de vez o que penso de toda essa asneira que vejo na TV, pediria que se alguém visse o bom jornalismo perambulando por aí, pedisse-lhe para que retornasse urgentemente.

Luis Ângelo Rosso Vigil

Morreu de Confusão (Carta de um Suícida)

"Ilmo. Sr. Delegado de Polícia:

Não culpe ninguém pela minha morte. Deixei esta vida porque, um dia mais que eu vivesse, acabaria morrendo louco. Explico-lhe, Sr. Delegado: tive a desdita de casar-me com uma viúva, a qual tinha uma filha. Se eu soubesse disso, jamais teria me casado.

Meu pai, para maior desgraça, era viúvo, e quis a fatalidade que ele se enamorasse e casasse com a filha de minha mulher. Resultou daí que minha mulher tornou-se sogra de meu pai. Minha enteada ficou sendo minha mãe, e meu pai era, ao mesmo tempo, meu genro. Após algum tempo, minha filha trouxe ao mundo um menino, que veio a ser meu irmão, porém neto de minha mulher, de maneira que fiquei sendo avô de meu irmão. Com o decorrer do tempo, minha mulher também deu à luz um menino que, como irmão de minha mãe, era cunhado de meu pai e tio de seu filho, passando minha mulher a ser nora de sua própria filha.

Eu, Sr. Delegado, fiquei sendo pai de minha mãe, tornando-me irmão de meu pai e de meus filhos, e minha mulher ficou sendo minha avó, já que é mãe de minha mãe. Assim, acabei sendo avô de mim mesmo.
Portanto, Sr. Delegado, antes que a coisa se complique mais, resolvi desertar deste mundo.

Perdão, Sr. Delegado."