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Jornalismo do CTRL + C e do CTRL + V

Há de se concordar que o advento da internet facilitou enormemente o acesso às informações, mas também aumentou a velocidade com que falsas informações circulam.
Prova disso é o jornalismo barato que se vê hoje em vários portais na internet. Existem poucos jornalistas que são, de fato, jornalistas na maioria dos ditos portais.
Se observarem de onde partiram as notícias publicadas, verão que a grande parte delas são “fabricadas” pelas tais “agências de notícias”. Daí o que se vê nos portais é uma rotina de “CTRL+C e CTRL + V”, ou seja, copiar e colar das fabriquetas de notícia.
Não é difícil concluir que um jornalista sem senso crítico apenas repete com fidelidade o pensamento de outros. É o jornalismo “fake”, onde cada portal apenas repete o que foi publicado em outro.
Nos últimos dias ficou evidenciado, para todos aqueles leitores que vão além do jornalismo das agências, para todos aqueles que procuram as fontes de informações, as fontes de notícias como está deteriorado o jornalismo brasileiro.
Uma simples abordagem a “Flotilha da Liberdade”, carregada de militantes do Hamas, foi noticiado como um “Ataque de Israel a flotilha de ajuda humanitária para Gaza”.
Olha o tom de deboche da Agência Brasil na conclusão de uma matéria: 
“O governo alega temer que a carga – que inclui cimento, cadeiras de roda, equipamentos médicos, giz de cera e cadernos – também seja usada para fins militares pelo grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza”. 
Sinto muito, mas nessa tentativa de ridicularizar o governo israelense, ridicularizado ficou o autor do texto e o jornalista que republicou num portal da região aqui. O problema não é a carga declarada, mas sim a que pode ir oculta.
Vamos aos fatos, primeiro, uma abordagem de inspeção não é um ato de ataque. Se assim fosse, qualquer cidadão, que atravessasse nossas fronteiras, seria atacado, não abordado. Abordagem é um ato de revista, checagem, esse tipo de coisa. O equívoco começa já por aí.
Israel não atacou ninguém, muito pelo contrário, foi atacado. Ao desembarcar as tropas para inspeção, foram recebidos a facadas, pauladas e agredidos com metais. Estranha recepção dum grupo pacifista, não?
A imprensa nacional não tem noticiado que os pacifistas esfaquearam dois soldados israelenses, que no ataque dos “pacifistas” tiveram dois fuzis tomados, durante a confusão, que um soldado foi gravemente ferido com seis tiros no tórax, e que outros seis foram levemente feridos. Só se noticia que os israelenses atacaram e mataram nove militantes de uma “missão humanitária”. Mentira nua e crua, simplesmente porque não ocorreu ataque nenhum a tal missão. A única coisa que, de fato, ocorreu foi uma abordagem de inspeção e uma tentativa de linchamento dos soldados da IDF.
As nove mortes, trágicas, não foram mais que uma reação de um grupo de soldados armados, frente a uma tripulação descontrolada. Na situação de um militar, eu faria o mesmo. No momento em que passam a te atacar, os atacantes devem estar cientes que virarão um alvo. Foi o que ocorreu.

Obs.: Mesmo que a ação tenha ocorrido em "águas internacionais" como tem sido noticiado, de acordo com o "Manual de San Remo sobre o Direito Internacional aplicado a conflitos armados no mar", elaborado entre 1988 e 1994, elaborado por juristas e experts na área, convocados pelo "Instituto Internacional de Direitos Humanos", os israelenses agiram dentro do que foi estabelecido legalmente no manual. Segue abaixo a matéria que arbitra questões do tipo ocorrido: 
SECCIÓN V - NAVES MERCANTES Y AERONAVES CIVILES NEUTRALES

Naves mercantes neutrales

67. Las naves mercantes que enarbolan el pabellón de Estados neutrales no deben ser atacadas, a menos que:
a) haya motivos razonables para creer que transportan contrabando o que violan un bloqueo, y que, tras previa intimación, rehúsen clara e intencionadamente detenerse o se resistan clara e intencionadamente a toda visita, registro o captura;
b) lleven a cabo acciones militares en favor del enemigo;
c) actúen como auxiliares de las fuerzas armadas enemigas;
d) estén incorporadas o apoyen al sistema de información del enemigo;
e) naveguen en convoy con buques de guerra o aeronaves militares del enemigo; o
f) contribuyan de cualquier otra manera efectiva a la acción militar del enemigo, transportando, por ejemplo, material militar, y si no es factible para las fuerzas atacantes que los pasajeros y la tripulación sean trasladados antes a un lugar seguro. A menos que las circunstancias lo impidan, deberá formulárseles una advertencia, de manera que puedan modificar su rumbo, deshacerse de la carga o tomar otras precauciones.

Fonte: icrc.org/.../5TDLGL
 Quem quiser verificar os fatos, sugiro a ver os seguintes vídeos, com pouca divulgação pela mídia brasileira:








E aqui, para quem quiser ver, uma das razões para ser mantido o bloqueio e as abordagens aos navios com destino à Gaza:

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