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49 milhões a 5

Num país com aproximadamente 150 milhões de cidadãos pró-vida, cinco aborteiros foram assassinados desde a aprovação do aborto nos EUA em 1973, na decisão Roe v. Wade. Nesses mesmos 36 anos, mais de 49 milhões de bebês foram assassinados por aborteiros. Vamos recapitular esse placar do primeiro tempo, fãs de esportes: 49 milhões a cinco.

Depois da morte a tiros de George Tiller, o aborteiro que abortava bebês no último mês de gestação, o presidente Barack Obama enviou uma mensagem de saudação de que os EUA não vão tolerar ataques contra cidadãos pró-vida ou qualquer outro americano por causa de sua religião ou crenças.

Ha, ha! Eu só estava brincando. Essa foi a sentença mais importante - com leves modificações - de um editorial do jornal The New York Times avisando acerca de teóricos crimes de ódio contra muçulmanos publicado oito meses após o ataque de terroristas muçulmanos em 11 de setembro de 2001. Será que os cidadãos pró-vida conseguirão a aprovação de um projeto de lei de crimes de ódio e inúmeros artigos dedicados a garantir aos americanos que "a maioria dos cidadãos pró-vida são pacíficos"?

Durante anos, ouvimos sobre a grave ameaça de que os americanos poderiam reagir exageradamente a um ataque terrorista cometido por 19 muçulmanos gritando "Allahu akbar" enquanto atiravam aviões comerciais em arranha-céus americanos. Isso seria o equivalente de 19 pessoas pró-vida gritando "O aborto mata um bebê com coração batendo!" enquanto estivessem eliminando a tiros milhares de cidadãos inocentes em Wichita, Kansas.

Por que é que os esquerdistas não estão se apressando para nos garantir nesta ocasião que "a maioria das pessoas pró-vida são pacíficas"? Diferente dos muçulmanos, os pró-vida são realmente pacíficos.

De acordo com uma recente pesquisa de opinião pública, a maioria dos americanos se opõe ao aborto - o que está em conformidade com a recusa histérica dos esquerdistas de permitir que votemos nesse assunto. Num país com aproximadamente 150 milhões de cidadãos pró-vida, cinco aborteiros foram assassinados desde a aprovação do aborto nos EUA em 1973, na decisão Roe v. Wade.

Nesses mesmos 36 anos, mais de 49 milhões de bebês foram assassinados por aborteiros. Vamos recapitular esse placar do primeiro tempo, fãs de esportes: 49 milhões a cinco.

Enquanto isso, menos de 2 milhões de muçulmanos vivem nos EUA e, embora os muçulmanos sejam menos assassinos do que os aborteiros, estou razoavelmente certa de que eles mataram mais de cinco pessoas nos Estados Unidos nos últimos 36 anos. Por alguma razão, o número "3.000" fica piscando na minha cabeça. (Esse é o número de americanos mortos no ataque terrorista de 11 de setembro de 2001.)

Assim, num país onde mais de 50 por cento da população são pró-vida - e 80 por cento se opõem aos abortos de bebês no último mês de gestação, do tipo que Tiller fazia - só cinco aborteiros foram mortos. E num país onde os muçulmanos são menos de 0,5 da população, algumas dezenas de muçulmanos mataram milhares de americanos.

Mas o assassinato de apenas um aborteiro por década leva os esquerdistas a condenar o movimento pró-vida inteiro como "terroristas internos". Pelo menos os esquerdistas finalmente acharam alguns terroristas que eles gostariam de mandar para Guantánamo.

Tiller se gabava de ter feito 60.000 abortos, inclusive abortos de bebês viáveis, aptos a sobreviver fora do útero da mãe. Ele ganhou milhões de dólares realizando abortos de bebês que estavam no último mês gestação. São abortos tão horríveis que apenas dois outros aborteiros - não um bando de melindrosos - nos EUA inteiro os fariam.

A lei do Estado do Kansas permite abortos de bebês no último mês de gestação apenas para salvar a vida da mãe ou para impedir "danos físicos irreversíveis" para a mãe. Mas Tiller estava mais do que feliz de matar bebês viáveis, contanto que as mães: 1) pagassem 5.000 dólares; e 2) mencionassem "condições substanciais e irreversíveis" que, na opinião de Tiller, evidentemente incluíam não poder ir a concertos ou rodeios ou ser "temporariamente deprimida" por causa de suas gravidezes.

Em troca de dinheiro de sangue do lucrativo matadouro de Tiller, os democratas [em muitos sentidos parecidos com os petistas] faziam uma algazarra de proteção política para o aborteiro de bebês de último mês de gestação.

Em 1997, o jornal Washington Post noticiou que Tiller esteve presente nos cafés da Casa Branca durante a presidência de Bill Clinton. Tiller era um dos maiores contribuintes das campanhas de Clinton. Além de doar 25.000 dólares para Clinton, Tiller queria agradecer pessoalmente a ele por 30 meses de proteção de delegados de polícia, tudo pago pelo contribuinte americano do imposto.

Os democratas do Kansas que receberam de Tiller centenas de milhares de dólares para suas campanhas freqüentemente intervinham para bloquear toda interferência no abortuário de Tiller.

Kathleen Sebelius, que era a governadora do Kansas até Obama torná-la ministra da saúde, recebeu centenas de milhares de dólares de Tiller para suas campanhas. Sebelius vetou um projeto de lei restringindo abortos de bebês de último mês de gestação e outro que teria exigido que Tiller entregasse seus registros relativos às "condições substanciais e irreversíveis" que estavam justificando seus abortos de bebês de último mês de gestação.

Paul Morrison, promotor geral do Kansas, também foi eleito com a ajuda do dinheiro de sangue de Tiller, pegando o lugar de um promotor geral republicano que estava no meio de uma investigação de Tiller por vários crimes, inclusive sua omissão de relatar estupros de menores, apesar de que ele fazia abortos em meninas grávidas mesmo de 11 anos de idade.

Mas logo depois que Morrison substituiu o promotor geral republicano, as acusações contra Tiller foram reduzidas e, rapidamente, ele foi inocentado de alguns pequenos crimes. No que não é um custo incomum ao fazer negócio com os democratas, Morrison já era, tendo sido forçado a renunciar quando sua amante o acusou de maus-tratos sexuais e corrupção.

Tiller era protegido não só por uma guarda pretoriana de democratas eleitos, mas também pela Igreja Evangélica Luterana da América (IELA) - por coincidência, a mesma igreja onde freqüentava um colega de Tiller que também executava pessoas: o assassino serial BTK.

A página oficial de internet da IELA instrui: "Uma vida em desenvolvimento no útero não tem um direito absoluto de nascer". Enquanto estamos decidindo quem tem e não tem um "direito absoluto de nascer", quem pode dizer que os aborteiros que matam bebês no último mês de gestação têm um "direito absoluto" de viver?

Eu mesma não mataria um aborteiro, mas não quero impor meus valores morais nos outros. Ninguém é a favor de atirar em aborteiros. Mas como é que criminalizar homens que fazem decisões difíceis e muitas vezes trágicas será um meio eficaz de alcançar a meta de reduzir a morte a tiros de aborteiros?

Se fôssemos seguir os preceitos morais dos esquerdistas, creio que a posição correta seria: Se você não crê em atirar em aborteiros, então não atire num.

Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: WND

(Texto retirado do site Mídia Sem Máscara)

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