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O que é realidade?

O que é real? Para responder essa, devemos olhar a fundo os objetos. Cada objeto é composto de elementos, que por sua vez são compostos de partículas separadas por um enorme vazio, que por sua vez, em interações umas com as outras nos remetem à solidez dos objetos que vemos, tocamos, sentimos.

A relação do vazio com as partículas é infinitamente maior, e se pararmos para pensar, tudo o que vemos, o que tocamos, e sentimos, nada mais é do que um grande vazio.
A minha realidade é a mesma tua? Nossa capacidade de percepção do meio em que vivemos se limita a três dimensões (3D), altura, largura e profundidade.

Não consigo imaginar uma quarta dimensão, nem uma quinta e, muito menos uma sexta.
Então, o que é real? Somos a realidade, ou fazemos parte de outra realidade imperceptível à nossa conciência?

Nossa percepção é limitada por que fomos condicionados à vermos o meio como estamos acostumados ou por limitação física da nossa conciência?

Consciência, isso é o que nos distingue dos demais animais. Somos seres que vivemos além dos instintos. Como adquirimos o certo ou o errado? Condicionamento pelo meio, ou herança genética?

Se o que estamos vendo, visualizamos por condicionamento, então a escolha pelo certo e errado, é feita pelo condicionamento predestinado?

Descartes põe em dúvida toda a nossa percepção, e isso é amplamente explorado em Matrix, afinal, como pode ter certeza se o que vemos é o realmente o que estamos vendo, e não o condicionamento em nossa mente feito por algo externo?
Descartes põe em dúvida toda a crença adquirida pela percepção. Ele afirma:
"Tudo o que, até o presente, aceitei como mais verdadeiro e certo, fiquei sabendo pelos sentidos ou através deles. Mas posso provar que algumas vezes os sentidos me enganam, e que é sábio não confiar inteiramente em algo que já alguma vez nos enganou" (Medit I, 145). "Visto que os sentidos nos enganam algumas vezes, decidi supor que nada fosse como eles nos fazem imaginar" (Discurso, VI, HR, 100-101, apud Williams, 35) 3."

Qual seria o parâmetro que nos permita distinguir uma percepção certa de uma equivocada?
Em seguida, Descartes levanta uma segunda argumentação:

"Devo lembrar que sou um homem, e, como tal, tenho o hábito de dormir. Durante meu sono, freqüentemente sonho, e no sonho tenho impressões semelhantes às que pessoas insanas têm quanto estão acordadas, ou até mesmo mais prováveis. Quantas vezes já não me ocorreu, em sonhos, que eu estivesse em determinado lugar, vestido de tal maneira, sentado próximo à lareira, quando, na realidade, estava na cama, dormindo. No momento presente, realmente me parece que é com olhos despertos que vejo este papel, que a cabeça que movimento não está adormecida, que é deliberada e intencionalmente que estico meu braço e vejo minha mão. O que acontece durante o sono parece não ser tão claro e distinto como as impressões que estou tendo agora. Mas ao pensar sobre tudo isso eu me relembro de que, em muitas outras ocasiões, tive ilusões semelhantes, enquanto dormia. Examinando cuidadosamente essas lembranças, concluo que, manifestamente, não existem indicações certas pelas quais possa claramente distinguir as impressões que tenho, quando acordado, das que pareço ter, enquanto durmo, e fico confuso. E minha confusão é tal que sou quase capaz de me persuadir que no momento estou sonhando" (Medit I, 145-146, Aune 9-10).

Se temos falsas percepções no sono, como sabemos se estamos acordados? O que nos garante e nos permite saber se não estamos em um sono induzido e imaginando tudo isso?
Estamos vendo o mundo realmente como ele é, ou, de alguma maneira como fomos condicionados à vê-lo?
Será que cabe a máxima: "nem tudo é o que parece"?

Confuso? Imagina eu...

2 comentários:

Sofia disse...

Olá, você poderia postar a referência para essa fonte: (Medit I, 145-146, Aune 9-10).

Misael B. Silveira disse...

Olá, Sofia!

A referência é exatamente isto o que você comentou.

É uma obra de Descartes, Meditationes de prima philosophia, in qua Dei existentia et animæ immortalitas demonstratur.

Trata-se da Primeira Meditação, sobre filosofia. A referência foi copiada de outra publicação.